Menina com tumor raro é aceita em tratamento experimental na Itália e família se mobiliza para conseguir mais de R$ 1 milhão: 'Corrida pela vida'

  • 16/03/2026
(Foto: Reprodução)
Menina com tumor raro é aceita em tratamento experimental na Itália e família faz campanha A família de uma menina de apenas seis anos diagnosticada com um tumor cerebral raro e agressivo está mobilizada em uma luta contra o tempo para conseguir o valor necessário para um tratamento experimental que é realizado na Itália, com um custo de pelo menos R$ 1,3 milhão. Ana Cardoso Vassoler foi diagnosticada, em janeiro deste ano, com glioma difuso na ponte, um tumor cerebral considerado raro e extremamente agressivo, segundo classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp A família, que morava em Bauru (SP) até o fim do ano passado, está atualmente em São Paulo para início do tratamento com radioterapia, uma etapa necessária para realização do tratamento posterior. O tumor afeta principalmente crianças entre cinco e 10 anos e é localizado em uma região muito sensível do tronco encefálico, que é responsável por funções vitais como respiração, deglutição e movimentos oculares. LEIA TAMBÉM: Publicitária descobre Síndrome de Sjögren dez anos após ter inchaço no rosto e dificuldade para comer: 'Susto' Homem com doença rara passa por 230 cirurgias no rosto e ganha prótese para reconstrução do nariz: 'Não é fácil' Missão do interior de SP leva médicos, dentistas e nutricionistas para Moçambique: 'Experiência única' Filha rifa o próprio carro para pagar cirurgia da mãe com câncer raro conhecido como 'barriga de gelatina' "A radioterapia é importante, porque ela quebra a barreira do tumor, que é super fechada e impede que medicamentos cheguem até ele", explica a mãe da menina, Fabiane Cardoso Vassoler, que é médica neurologista infantil. Em entrevista ao g1, Fabiane conta que tudo começou quando Ana começou a apresentar dores de cabeça constantes. No início, ela não achou que fosse algo grave, porque as dores apareciam e passavam de forma muito rápida. Mas o marido, que também é médico, decidiu levar a filha para realizar exames de ressonância. "Daí veio esse diagnóstico catastrófico, que a gente está falando de um glioma difuso na ponte. Eu chuto dizer que é o pior tumor que poderia se ter, porque ele não tem tratamento específico, não há nada, nenhuma droga até hoje tentada que pudesse curá-lo. Não tem como operar, é uma região extremamente sensível e vital à vida, com muitos nervos." Ana tem seis anos e foi diagnosticada com um tumor raro e muito agressivo Arquivo pessoal Esperança na Itália A expectativa de vida, segundo a mãe da menina, é de seis meses a um ano. Diante dessa situação, a família foi em busca de tratamentos que pudessem, pelo menos, dar uma expectativa maior de sobrevivência e esperanças de cura, como conta Fabiane, e foi nessas pesquisas que ficaram sabendo do tratamento experimental que é realizado na Itália, em um hospital pediátrico de Roma. "Nas pesquisas, a gente encontrou estudos experimentais já avançados até com essa célula, que é CAR-T ant-GD2. O estudo pré-clínico mostrou-se muito promissor, com remissões até de 100% do tumor. Então, a gente começou a escrever para todos os centros que estavam fazendo a pesquisa. Não é uma medicação aprovada ainda para comercialização, é uma medicação experimental e dependente de engenharia genética. Então, a gente escreveu para muitos centros, mas nós fomos negados, só a Itália que nos aceitou." Segundo a mãe, eles têm um prazo para que o tratamento seja realizado: Ana precisaria ir para a Itália assim que terminar as sessões de radioterapia. "A gente está na corrida pela vida ou a gente vai perdê-la. Então, esse prazo é de seis semanas de radioterapia que ela vai fazer e que provavelmente inicia na segunda-feira, dia 16. A gente vai ter mais ou menos seis semanas para que ela receba a medicação, para a medicação fazer o efeito que a gente precisa", afirma Fabiane. O tratamento na Itália é uma imunoterapia que utiliza as próprias células da paciente para produzir a medicação que pode combater a ação do tumor. Initial plugin text "Eles vão tirar o sangue dela e levar para a engenharia genética. No laboratório deles, vão produzir linfócitos específicos desse tumor, que vão agir diretamente nele para combatê-lo. Então, eles tiram [sangue], leva mais ou menos qutro semanas para fazer a medicação. Ela vai ser internada, vai fazer uma quimioterapia linfoma depletora, ou seja, que vai diminuir toda a barreira de proteção dela, e vão injetar o medicamento. O que se espera é que os linfócitos mais proliferativos sejam esses que combatem o tumor", explica. Família faz campanha para tratamento de menina de seis anos com tumor cerebral raro Arquivo pessoal Campanha nas redes sociais O custo do tratamento é de pouco mais de 220 mil euros, número que, convertido em reais, dá aproximadamente de R$ 1.360.000. Segundo Fabiane, o valor precisa ser depositado antes da viagem para a Itália, segundo as orientações do Hospital Bambino Gesú, enviadas a família na quarta-feira (11). Por isso, a família está com uma campanha nas redes sociais e também tem vendido bens para levantar o valor necessário até o dia 24 de abril, quando deve ser encerrada a fase de radioterapia. "Como uma pessoa que tem fé, eu creio na cura. Se a cura não vier, creio que o tempo de vida dela possa ser maior do que um ano, maior que dois anos, para que ela consiga esperar que novas terapias que estão em estudo possam curá-la", finaliza. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/03/16/menina-com-tumor-raro-e-aceita-em-tratamento-experimental-na-italia-e-familia-se-mobiliza-para-conseguir-mais-de-r-1-milhao-corrida-pela-vida.ghtml


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